Eu passei por ti um dia
Foi ali que te vi
Juntinho à Rua dos Bragas
E nunca mais te esqueci
Ías tu naquele eléctrico
À janela a apreciar
Eu puxei o teu cabelo
E foi logo pr’a ficar
Chamaste-me um nome feio
Mas eu não quis saber
Fiquei um pouco parado
E vi nosso amor nascer
Vi no teu olhar
Uma grande paixão
Fiquei preso a ti
E ao teu coração
Ó linda Praça da República
Bendita sejais também
Foi aí que eu conquistei
Minha adorada, meu bem
E na Igreja da Lapa
Eu ali rezei também
Pedindo a Nossa Senhora
Que tudo corre-se bem
Poema de amor perdido
Não fujas de mim também
Cada vez eu quero mais
À minha adorada, meu bem
Disseste que me amavas
Quando um dia te vi
O nosso amor é bem grande
Aqui me tens junto a ti
Ò Rua Ántónio Cândido
Eu a ti te quero bem
Foí aí que eu namorei
Minha querida, meu bem
Há muito que eu pensava
Uma mulher arranjar
Que fosse bela e bondosa
Que soubesse estimar
Pois assim aconteceu
Nem vale a pena falar
Tu és bela e bondosa
Vieste para ficar
Estou a dizer
O que está cá dentro
Trago-te na alma
E no pensamento
Toda a minha vida
Eu penso em ti
Quero que me ames
Como eu te amo a ti
Agora e sempre
É para toda a vida
Eu gosto de ti
Ó minha querida
Ó que amor tão terno eu tenho
E que grande é seu tamanho
Que ninguém pode dizer
Por esse amor que eu já tenho
É tão terno e tão tamanho
Por ele eu quero morrer
Poema Colocado em 02-01-2011
Por Francisco Guedes Poemas
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